No próximo dia 21 de Junho irão realizar-se no Auditório Padre António Vieira – Caldas da Saúde, dois Concertos pelas Orquestras e Coros Infantil e Juvenil do Médio Ave. No segundo concerto (21h15), terei a oportunidade de tocar com a Flautista Elisa Trigo, o concerto para duas flautas de A. Vivaldi.

No terminar de mais um ano lectivo, na sua vertiginosa correria entre aulas, avaliações e reuniões, a preparação deste concerto, a partilha de experiências com todos os seus intervenientes, e a boa disposição que as leituras deste compositor sempre nos trazem, têm sido um tónico para ultrapassar com sucesso estes momentos do ano escolar, que são sempre muito delicados para toda a comunidade escolar.

Até breve!

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1st Prize Adriana Ferreira, Portugal, 19

2nd Prize Zoya Vyazovskaya. Russia, 20

3rd Prize Maria Cecilia Munoz, Argentina, 27

4th Prize Melkorka Ólafsdóttir, Iceland, 28

Não podería deixar de referir o resultado obtido pela flautista Adriana Ferreira, na quarta edição do Concurso Internacional Carl Nielsen, felicitando-a e a todos os que de alguma forma contribuíram para que ela se tornasse na pessoa e no músico que é.

Este é um acontecimento verdadeiramente ímpar, e permitam-me dizer que todos nos devemos sentir orgulhosos pelo trabalho que a Adriana tem realizado. Ela é o exemplo de que é possível atingir a excelência!

Concerto de Mozart – Final – Adriana Ferreira

PARABÉNS ADRIANA!!

O CCM e a ARTAVE irão realizar a 5ª série do ciclo de Recitais “35 Minutos com…” cujo tema será INTERACÇÕES NA MÚSICA – DO POPULAR AO ERUDITO”.

Regularmente, às sextas-feiras, pelas 19h15, no Auditório Padre António Vieira – Caldas da Saúde, professores, alunos com trabalho musical relevante e outros intérpretes convidados, comunicam através da música comentada, com o propósito de aproximar os alunos, os pais e os amigos à vida escolar e à cultura musical.

Os Recitais terão início a 16 de Abril e coube-me a mim e ao guitarrista Ricardo Gomes, a responsabilidade de iniciar este ciclo, com o sub-tema “O Tango em Buenos Aires: Flauta e Guitarra”.

Na sua origem, o tango está fortemente vinculado à cidade de Buenos Aires, onde surgiram as suas primeiras interpretações, realizadas pelo povo imigrante desta cidade, que com eles traziam géneros e ritmos musicais provenientes de outros países e continentes.

Em meados do século XX, o tango ganha expressão nas composições de Astor Piazzolla, que assume uma certa teorização do tango, criando uma forma mais académica, com novas sonoridades. E se por um lado isto desperta a desconfiança dos puristas e intérpretes de tempos anteriores, por outro lado, inspira compositores que, com Piazzola, contribuem para o desenvolvimento de um novo tango, que incorpora as sonoridades do jazz e da música clássica, num estilo mais experimental.

Entre os compositores influenciados por Piazzola, encontra-se Máximo Diego Pujol, ambos com uma forte ligação à cidade de Buenos Aires e ao tango, evidenciada na obra musical de ambos.

Relativamente às obras História do Tango e Suite Buenos Aires, pode-se dizer que tem em comum o facto de descreverem simultâneamente o Tango e a Cidade de Buenos Aires: a primeira, temporalmente e a segunda, no espaço.

PROGRAMA

História do Tango – Astor Piazzola (1921 -1992)

Bordel 1900 – Molto Giocoso

Café 1930 – Ad lib. (Romantica)

Night Club 1960 – Deciso

Concert d´aujourd´hui – Presto (molto rítmico)

Suite Buenos Aires – Máximo Diego Pujol (1957)

Palermo – Andante

San Telmo – Allegro Moderato

Flauta – MARCO PEREIRA

Guitarra – RICARDO GOMES

Comentador – NUNO JACINTO

Concerto Santa Cecília

Novembro 20, 2009

Bruce Craig Roter

Não são poucas as vezes em que me ocorre voltar a este espaço, para partilhar os meus pensamentos, ideias e escolhas,  expectante de que possam ser úteis a quem os tome como exemplo a seguir, ou pelo contrário, como percurso a evitar. O tempo, tem sido escasso para fazer face a todos os desafios e responsabilidades que a vida me coloca, mas por outro lado, estimula a minha capacidade de organização, dedicação e motivação. Desta vez, e nos poucos minutos que encontrei na corrida frenética de mais um dia, resolvi cá voltar para publicitar um concerto, que tem merecido a minha atenção nas últimas semanas. Trata-se de um concerto comemorativo do dia de Santa Cecília, organizado pelo Conservatório de Música da Maia, onde terei a oportunidade de partilhar o palco do Fórum da Maia, no próximo dia 23 (Segunda-Feira), pelas 21h30, com alguns professores e alunos deste conservatório, onde trabalho desde 2005.

Villa-Lobos

Villa-Lobos

Serão interpretadas obras de compositores como Boccherini, Abril, Resanovic, Hindemith, entre outros. No que diz respeito às obras nas quais estou envolvido, nomeadamente, Choro nº 2 de Villa-Lobos para flauta e clarinete e sonata para flauta e percussão de Bruce Craig Roter, que interpretarei com a clarinetista Luísa Marques e com o percussionista Paulo Costa, realço dois aspectos que poderão motivar a vossa deslocação até à cidade da Maia: A primeira obra referida, relembra o compositor Heitor Villa-Lobos, homenageando-o no ano em que se comemoram 50 anos após a sua morte. Em relação à segunda obra, esta está repleta de contrastes, num verdadeiro desafio para estes intérpretes, que segundo palavras do próprio compositor, deverão ser os primeiros a tocar esta obra em Portugal.

Até breve!

Bruce Craig Roter: Sonata para flauta e percussão: Movement II, Flute and Marimba: Yvonne Chavez Hansbrough, Flauta, Robert Hansbrough, Percussão

Com este post pretendo descrever as experiências que tive ao longo da primeira semana de interrupção lectiva ,cuja exigência quase me levava a uma espécie de “erupção lectiva “:-) Alguns dos leitores sentir-se-ão familiarizados com estas “freimas” que vão além das tarefas desempenhadas na sala de aula enquanto que os outros, poderão pelo menos tomar conhecimento das actividades que pode ter um professor de música!…

Boa Páscoa para todos!

abril-2009-013A última semana do segundo período lectivo terminou com as habituais actividades que a caracterizam, entre as quais as audições finais, reuniões de avaliação, etc. Seguidamente e sem que houvesse tempo para um novo fôlego, iniciei a orientação do I curso de aperfeiçoamento de flauta em Ancede (Baião). Este motivou-me a repensar as minhas metodologias, adequando-as aos alunos que se deslocaram até Baião na busca de soluções que servissem os seus fins. Integrado neste curso, houve ainda tempo para um recital em duo com o guitarrista Ricardo Gomes que decorreu no fim de tarde do dia 28 de Março (Sábado) num ambiente calmo, atento e descontraído, e para um concerto de encerramento no dia 30 de Março (segunda-feira) pelos alunos participantes do curso, que contou com a presença de vários intervenientes, entre os quais, a organização do curso (Banda de Ancede) e representantes da autarquia que apoiaram este evento. Cabe a todos eles dizer se foi útil ou não o tempo que dispensaram para que o curso se realizasse e da minha parte, realço com um “muito obrigado” a disponibilidade, atitude e boa disposição demonstrada pelos alunos (não esquecendo o incentivo dos seus professores e encarregados de educação), pela “organização do curso” e pelo guitarrista Ricardo Gomes, que tornaram este curso possível.

abril-2009-024Ao mesmo tempo em que terminava o curso em Ancede, iniciava o curso de aperfeiçoamento do CCM orientado pelo professor Gil Magalhães, no qual estive presente na qualidade de professor do CCM e consequentemente de vários alunos que participaram no curso. Não querendo entrar em pormenores que devem ser guardados para os “espaços” adequados, quero apenas partilhar a opinião de que este curso foi produtivo e positivo muito pelas capacidades pedagógicas demonstradas pelo professor Gil Magalhães não esquecendo, no entanto, todos os que se empenharam na realização do curso.

A semana decorria e no pouco tempo que restava houve ainda tempo para apoiar alguns alunos que se dedicaram à preparação da sua participação no Concurso Nacional de Musica Terras de La-Salette. Após a sua participação, senti uma grande satisfação e orgulho pelo trabalho que desempenharam. Apesar disso, e porque “nem tudo são rosas”, aparentes resultados não obtidos provocaram algum desânimo e motivaram-me a reflectir na procura do que é verdadeiramente essencial! Reparei que o panfleto/regulamento deste concurso não contemplava um artigo com objectivos e recorrendo ao regulamento do concurso referido no post anterior, encontrei os seguintes objectivos que destaco:

· divulgar e promover a criação musical

· proporcionar condições para o desenvolvimento musical dos concorrentes

· criar mais uma oportunidade de apresentação do trabalho desenvolvido pelos concorrentes durante o seu percurso musical

· promover a interacção entre flautistas de todas as idades e com os mais diversos tipos de experiências musicais

· proporcionar aos concorrentes que coloquem o seu trabalho sob a avaliação pública de um júri reconhecido

· proporcionar aos concorrentes e interessados mais um objectivo de trabalho, elevando assim os níveis motivacionais, nomeadamente em concorrentes em início de formação.”

In http://concursoflauta.no.sapo.pt/objectivos.html

Todos estes objectivos me parecem válidos, mas ao mesmo tempo a sua subjectividade levanta demasiadas questões, que não devem ser abordadas de ânimo leve, não me atrevendo (para já) a desenvolvê-las. Deixo-vos somente a sugestão de que reflictam sobre elas, para que futuramente  o “nosso” trabalho encontre o sentido certo, sem que nos deixemos levar por factores menos válidos e que nos afastam do essencial, como a atribuição de prémios.

Despeço-me expressando a importância que tem para mim a ideia de que tanto os cursos de aperfeiçoamento, como os concursos e competições, deverão ser na sua essência meios de aprendizagem e apenas isso!

master-class-flautaEntre os dias 28 e 30 de Março, orientarei um curso de aperfeiçoamento de flauta na cidade de Baião. Esta iniciativa levada a cabo pela Banda Marcial de Ancede e cujo convite muito me lisonjeia, surge no seguimento dos cursos orientados pelos Professores Iva Barbosa (Clarinete) e Jorge Almeida (Trompete) em 2006 e 2007, respectivamente, o que aumenta  a minha expectativa e responsabilidade.

Integrado no referido curso, realizarei no fim de tarde do dia 28 de Março (18h30) um recital em duo com o guitarrista Ricardo Gomes.

Todos os interessados poderão analisar as condições do curso no link em anexo.

Conto com a vossa presença…

Até breve 🙂

Panfleto de inscrição

No próximo dia 2 de Setembro, pelas 9h30m, irá realizar-se no novo espaço do Atelier Artisdivine, sito na Rua D. João IV, nº 808, no Porto (junto à ESMAE – Escola Superior de Musica do Porto), a apresentação do novo Método de Flauta do Prof. Celso Woltzenlogel e da sua restante obra bibliográfica.

Esta actividade é organizada pelo atelier Artisdivine no sentido de dar inicio ao que pretende que seja uma vertente formação, com “um Centro de Estudo da Flauta, inspirado no modelo pedagógico da Muramatsu Flute Lesson Center existente em Tóquio.”

O próprio autor estará presente nessa divulgação, que incluirá a abordagem de obras para Ensembles de Flautas da sua autoria.

A “organização” solicita a confirmação da presença   através do mail: info@artisdivine.com ou Tlm: 913834814, não sendo no entanto, condição obrigatória para participação, mas para uma previa avaliação do número de participantes (participação gratuita).

 

“Alguns cientistas acreditam que os robots serão capazes de se aproximarem de uma inteligência semelhante à humana na primeira metade do século XXI. Mesmo antes destes níveis de inteligência teóricos serem obtidos, especula-se que os robots podem começar a substituir os humanos em muitos trabalhos intensivos.”

Foi o escritor checo Karel Čapek quem introduziu a palavra Robot na sua peça “Rossuum’s Universal Robots em 1921. O termo Robot surge da palavra checa “robota”, que significa “trabalho forçado”.

Segundo uma designação do “Wikipédia”, os robots são utilizados para realizar trabalhos que são muitos pesados, sujos ou perigosos para os seres humanos, em aplicações que incluem a limpeza de lixo tóxico, exploração subaquática e espacial, cirurgias, mineração, busca e regaste e a busca de minas terrestres.

Até aqui estamos do mesmo lado! No entanto, o mesmo artigo refere que os robots estão a surgir nas áreas de cuidados de saúde e entretenimento. Mas não é sabido que o desemprego na área da saúde aumenta drasticamente? A que tipo de trabalho sujo ou perigoso se referem quanto se trata de prestar cuidados a um doente?

O artigo refere ainda uma classe de robots aplicada entre outros no ramo automóvel, os manipuladores industriais…Estes possuem capacidades de movimento similares ao braço humano […] As aplicações incluem soldagem, pintura e carregamento de máquinas. A indústria automóvel é um dos campos que mais se utiliza desta tecnologia, onde os robots são programados para substituir a mão-de-obra humana em trabalhos repetitivos ou perigosos.

Surgem os robots domésticos e uma série de fabricantes que lançaram aspiradores robóticos! (Sempre achei que era perigoso aspirar 🙂 )

MUITO BEM! “Substituir a mão-de-obra humana em trabalhos repetitivos ou perigosos!!!”  

Presumo que foi baseado nesta teoria que Jacques de Vaucanson criou em 1738 o primeiro robot funcional: um andróide que tocava flauta! De facto, é muito perigoso tocar flauta!… Já me aconteceu numa daquelas procissões das festas populares em que a rua subia com um grau de inclinação elevado, faltar-me o ar e quase me deu o fanico 🙂

Surge o campo dos robots sociais que investiga as relações entre os robôs e os humanos (Será que o meu vizinho é um Robot?:) ) Um “ludobot” é um exemplo de um robot social dedicado ao entretenimento e companhia. Presumo que seja com o objectivo de entreter, que os senhores investigadores da robótica inventaram o “robot flautista” que tiveram a oportunidade de ver no primeiro vídeo! De facto a tecnologia avançou ao ponto de se desenvolver no subconsciente humano o receio de serem substituídos pela sua própria criação. No entanto, e se estes senhores ainda não compreenderam que a música é muito mais do que electrónica, mecânica e software, vejam o vídeo que se segue e compreenderão que estão longe de substituir o músico. Creio que seria bem mais útil investir todos os fundos que gastaram no projecto do referido “robot flautista”, subsidiando uma escola de música…

Sir James Galway Vs Robot Flautista

10-0

Como tocar flauta…

Dezembro 17, 2007

Concerto for flute, Strings and Continuo in GEmmanuel Pahud

O instrumento musical é parte da música e só através dele podemos manifestar o nosso gosto por esta arte. Assim, para podermos contar com a ajuda do nosso instrumento em todos os momentos devemos cuida-lo e mantê-lo no melhor estado possível. Um instrumento bem ajustado e calibrado responde de melhor forma à técnica, independentemente do nível do executante. Todos os instrumentos e a Flauta em particular têm a sua especificidade e logo uma manutenção própria. Se a nossa Flauta estiver nas melhores condições, mais vontade teremos de tocar. O primeiro passo na manutenção do instrumento passa pelo seu correcto manuseamento.

O manuseamento da flauta deve ser feito pelas partes que não tem chaves. Para o corpo da flauta, isto significa que se deve segurar no topo, por cima do jogo de chaves, onde normalmente esta gravado o nome do fabricante do instrumento. A pata deve ser manuseada abaixo do jogo de chaves. O veio da pata deve estar alinhado com o centro do jogo de chaves do corpo e com um movimento gentil, faz-se a junção do corpo e pata. Para juntar a cabeça ao corpo deve ser usado o mesmo princípio. Com o mesmo tipo de movimento deve-se alinhar a embocadura com as chaves do corpo, unindo as juntas com o cuidado de não segurar a cabeça na embocadura, para não correr o risco de esta se danificar.

As uniões não devem ser forçadas mesmo que estejam apertadas e com dificuldade de junção. Neste caso deve-se limpar cada parte com um pano de forma a retirar as sujidades das juntas. Se o problema persistir, então é provável que exista alguma amolgadura ou fissura e deve-se consultar um especialista em reparações de flautas. Não é aconselhável a aplicação de nenhum tipo de lubrificante nas juntas da flauta de metal.

Continua…Logo que possivel:)

TOFF, Nancy(1996), The Flute BooK:Care and Maintenance of flute , New York, Oxford University, 1996