(Int)er(r)upção lectiva…

Abril 11, 2009

Com este post pretendo descrever as experiências que tive ao longo da primeira semana de interrupção lectiva ,cuja exigência quase me levava a uma espécie de “erupção lectiva “:-) Alguns dos leitores sentir-se-ão familiarizados com estas “freimas” que vão além das tarefas desempenhadas na sala de aula enquanto que os outros, poderão pelo menos tomar conhecimento das actividades que pode ter um professor de música!…

Boa Páscoa para todos!

abril-2009-013A última semana do segundo período lectivo terminou com as habituais actividades que a caracterizam, entre as quais as audições finais, reuniões de avaliação, etc. Seguidamente e sem que houvesse tempo para um novo fôlego, iniciei a orientação do I curso de aperfeiçoamento de flauta em Ancede (Baião). Este motivou-me a repensar as minhas metodologias, adequando-as aos alunos que se deslocaram até Baião na busca de soluções que servissem os seus fins. Integrado neste curso, houve ainda tempo para um recital em duo com o guitarrista Ricardo Gomes que decorreu no fim de tarde do dia 28 de Março (Sábado) num ambiente calmo, atento e descontraído, e para um concerto de encerramento no dia 30 de Março (segunda-feira) pelos alunos participantes do curso, que contou com a presença de vários intervenientes, entre os quais, a organização do curso (Banda de Ancede) e representantes da autarquia que apoiaram este evento. Cabe a todos eles dizer se foi útil ou não o tempo que dispensaram para que o curso se realizasse e da minha parte, realço com um “muito obrigado” a disponibilidade, atitude e boa disposição demonstrada pelos alunos (não esquecendo o incentivo dos seus professores e encarregados de educação), pela “organização do curso” e pelo guitarrista Ricardo Gomes, que tornaram este curso possível.

abril-2009-024Ao mesmo tempo em que terminava o curso em Ancede, iniciava o curso de aperfeiçoamento do CCM orientado pelo professor Gil Magalhães, no qual estive presente na qualidade de professor do CCM e consequentemente de vários alunos que participaram no curso. Não querendo entrar em pormenores que devem ser guardados para os “espaços” adequados, quero apenas partilhar a opinião de que este curso foi produtivo e positivo muito pelas capacidades pedagógicas demonstradas pelo professor Gil Magalhães não esquecendo, no entanto, todos os que se empenharam na realização do curso.

A semana decorria e no pouco tempo que restava houve ainda tempo para apoiar alguns alunos que se dedicaram à preparação da sua participação no Concurso Nacional de Musica Terras de La-Salette. Após a sua participação, senti uma grande satisfação e orgulho pelo trabalho que desempenharam. Apesar disso, e porque “nem tudo são rosas”, aparentes resultados não obtidos provocaram algum desânimo e motivaram-me a reflectir na procura do que é verdadeiramente essencial! Reparei que o panfleto/regulamento deste concurso não contemplava um artigo com objectivos e recorrendo ao regulamento do concurso referido no post anterior, encontrei os seguintes objectivos que destaco:

· divulgar e promover a criação musical

· proporcionar condições para o desenvolvimento musical dos concorrentes

· criar mais uma oportunidade de apresentação do trabalho desenvolvido pelos concorrentes durante o seu percurso musical

· promover a interacção entre flautistas de todas as idades e com os mais diversos tipos de experiências musicais

· proporcionar aos concorrentes que coloquem o seu trabalho sob a avaliação pública de um júri reconhecido

· proporcionar aos concorrentes e interessados mais um objectivo de trabalho, elevando assim os níveis motivacionais, nomeadamente em concorrentes em início de formação.”

In http://concursoflauta.no.sapo.pt/objectivos.html

Todos estes objectivos me parecem válidos, mas ao mesmo tempo a sua subjectividade levanta demasiadas questões, que não devem ser abordadas de ânimo leve, não me atrevendo (para já) a desenvolvê-las. Deixo-vos somente a sugestão de que reflictam sobre elas, para que futuramente  o “nosso” trabalho encontre o sentido certo, sem que nos deixemos levar por factores menos válidos e que nos afastam do essencial, como a atribuição de prémios.

Despeço-me expressando a importância que tem para mim a ideia de que tanto os cursos de aperfeiçoamento, como os concursos e competições, deverão ser na sua essência meios de aprendizagem e apenas isso!

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