Concerto de Ano Novo 2012

Janeiro 10, 2012

FERNANDO MARINHO direcção musical
MARCO PEREIRA flauta

No próximo dia 14 de Janeiro, pelas 21h30, realizar-se-á, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, o Concerto de Ano Novo 2012, pela Banda de Famalicão. Neste concerto serão interpretadas obras de compositores como Oscar Navarro, Saint-Säens, Jorge Salgueiro, entre os quais, será ainda interpretado o concerto para Flauta e Orquestra de Sopros de Mike Mower. Faço votos de que este concerto possa trazer entusiasmo a todos os que se deslocarem à Casa das Artes de Famalicão, já no próximo Sábado. Até breve…

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Mike Mower tem sido distinguido, essencialmente, como compositor e arranjador de uma grande variedade de estilos e combinações. A sua música é publicada pela Itchy Fingers Publications, para a qual também escreveu diversos livros educacionais.

Mike Mower estudou flauta na Royal Academy of Music, em Londres, tendo sido galardoado, posteriormente, pela ARAM (Associate da Royal Academy of Music). Para além da Flauta, toca saxofone e clarinete, tendo liderado vários conjuntos de jazz, que vão desde o quarteto à big band, com as suas próprias composições.

Como músico freelancer, Mike tocou e gravou com artistas da música rock, jazz e clássica, tais como, Gil Evans, Tina Turner, Paul Weller, Björk, James Galway e Ryuchi Sakamoto. A sua carreira como músico performer esteve, sempre, lado a lado, com a sua carreira como compositor. Como tal, tem escrito para as mais variadas formações solicitado por artistas como James Galway, Airto Moreira e Flora Purim, Clare Southworth, entre outros.

Por outro lado, Mike Mower tem editado, masterizado e produzido diversos trabalhos discográficos de artistas, entre eles, destacam-se dois álbuns para James Galway, “Tango Del Fuego” e “Unbreak My Heart”.

Abordado por Lisa Garner, professora de flauta na Texas Tech University, no sentido de escrever uma obra para flauta e orquestra de sopros, Mike Mower decide compor a sua primeira obra para esta formação, o que, à partida, segundo o próprio, parecia uma árdua tarefa. “Impossible! was my initial reaction – the flute will never be heard”. Contudo, após algumas pesquisas, o compositor deparou-se com a obra “Rhapsody Lindisfarne”, escrita para a mesma combinação, em 1997, por Philip Sparke, e que muito agradou Mike Mower.

Partindo dos seus conhecimentos na área do jazz, o compositor percebeu que, dentro da orquestra de sopros, estava uma big band. Isto serviu de ponto de partida para o compositor. Assim, o compositor procurou, por um lado, marcar, tão levemente quanto possível, o acompanhamento da flauta nas partes solo e, por outro lado, explorar todas as possibilidades tímbricas da orquestra, nas partes tutti. Além disso, o compositor não esconde que procurou colocar algumas ideias musicais associadas aos EUA, uma vez que esta obra foi inteiramente financiada a partir deste país.

Inserido nas actividades do núcleo de estágio de flauta do Curso de Música Silva Monteiro, realizar-se-á, no Auditório Ernestina Silva Monteiro, um recital de flauta e guitarra pelo duo entr´acte, onde serão interpretadas obras de Lopes-Graça, Tedesco e Piazzola.mais informação

Integrado no 13º Curso Internacional de Técnica e Aperfeiçoamento Instrumental, organizado pela ARTAVE e CCM, o flautista Michel Bellavance realizará um recital, no dia 9 de Fevereiro, nas Caldas da Saúde – Santo Tirso, pelas 18h45.

Ver mais aqui!

Flautista Suíço-Canadiano, Michel Bellavance tem tocado pela Europa e pela América Latina com as mais conceituadas Orquestras, como a Orquestra Gulbenkian de Lisboa, Orquestra  de Câmara de Genebra, Camerata  Académica Orquestra  de  Paris,  Orquestra  Sinfónica Nacional do Peru,  Orquestra do Estado de San Juan, Orquestra Filarmónica de Mendoza, Orquestra Sinfónica do Estado da Bahia, a Orquestra Sinfónica de Maracaibo e Ensemble Ad Hoc, interpretando concertos de Nielsen, Ibert, Reinecke, Bernstein, Kabalevski, Liebermann, Mozart, Bach, Vivaldi e Hue. Tem dado recitais nas principais capitais, e já se apresentou em festivais na Suíça, Estados Unidos, Peru, Brasil, Venezuela, Costa Rica, Santiago do Chile, Colômbia, Equador, e em várias emissoras de rádio: CBC, Rádio Suisse Romande e Rádio Pública Nacional (EUA). A discografia de Michel Bellavance inclui quatro gravações que atestam o seu interesse por um tipo de repertório menos familiar. Os seus dois discos para Brioso Recordings (EUA) têm recebido elogios da crítica internacional. Além de suas atividades como intérprete, Michel Bellavance é professor de flauta no Conservatório de Genebra, (HEM) (Suiça). Tem leccionado workshops e master classes em Inglaterra, França, Suíça, Itália, Espanha, Roménia, Canadá, EUA, Brasil, Argentina, Peru, Costa Rica, Chile, Equador, Colômbia, China e Austrália.Como bolseiro do Conselho de Artes do Canadá, Michel Bellavance estudou em Paris, Genebra, Zurique e São Francisco, trabalhando com artistas como Aurèle Nicolet, Patrick Gallois, Maxence Larrieu, Adorján András e Paul Renzi.

Caros leitores,

entre os dias 16 e 20 de Agosto, orientarei o curso de aperfeiçoamento de flauta integrado no “III Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão”, organizado pela Banda Musical de Amarante.

As inscrições deverão ser efectuadas até ao dia 9 de Agosto, através do preenchimento do folheto de inscrição, sendo posteriormente enviado para o endereço electrónico estagio_verao@bandamarante.com.

Os custos serão de 50 €, incluindo refeição (com possibilidade de dormida por um valor adicional).

As inscrições estarão limitadas a um número definido de músicos por cada naipe.

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No próximo dia 21 de Junho irão realizar-se no Auditório Padre António Vieira – Caldas da Saúde, dois Concertos pelas Orquestras e Coros Infantil e Juvenil do Médio Ave. No segundo concerto (21h15), terei a oportunidade de tocar com a Flautista Elisa Trigo, o concerto para duas flautas de A. Vivaldi.

No terminar de mais um ano lectivo, na sua vertiginosa correria entre aulas, avaliações e reuniões, a preparação deste concerto, a partilha de experiências com todos os seus intervenientes, e a boa disposição que as leituras deste compositor sempre nos trazem, têm sido um tónico para ultrapassar com sucesso estes momentos do ano escolar, que são sempre muito delicados para toda a comunidade escolar.

Até breve!

1st Prize Adriana Ferreira, Portugal, 19

2nd Prize Zoya Vyazovskaya. Russia, 20

3rd Prize Maria Cecilia Munoz, Argentina, 27

4th Prize Melkorka Ólafsdóttir, Iceland, 28

Não podería deixar de referir o resultado obtido pela flautista Adriana Ferreira, na quarta edição do Concurso Internacional Carl Nielsen, felicitando-a e a todos os que de alguma forma contribuíram para que ela se tornasse na pessoa e no músico que é.

Este é um acontecimento verdadeiramente ímpar, e permitam-me dizer que todos nos devemos sentir orgulhosos pelo trabalho que a Adriana tem realizado. Ela é o exemplo de que é possível atingir a excelência!

Concerto de Mozart – Final – Adriana Ferreira

PARABÉNS ADRIANA!!

No próximo dia 28 de Maio, pelas 19h15, nas Caldas da Saúde, terei a oportunidade de participar pela segunda vez, na 5ª série do ciclo de recitais 35 minutos com.

Desta vez, o tema será “A Música Popular na Sonata de Bruce Craig Roter”.

Esta é a segunda experiência que tenho na interpretação desta sonata e a primeira vez que a tocarei com o percussionista Francisco Soares.

Apareçam!

Flauta – MARCO PEREIRA

Percussão – FRANCISCO SOARES

Comentários: MARCO PEREIRA/FRANCISCO SOARES

PROGRAMA

Sonata para flauta e percussão – Bruce Craig Roter (1962)

Freely, Rubato; Allegro (Flauta e caixa)

Adagio (Flauta e marimba)

Allegro non Troppo (Flauta e multi-percussão)

Duração da peça – apróximadamente 15’

O CCM e a ARTAVE irão realizar a 5ª série do ciclo de Recitais “35 Minutos com…” cujo tema será INTERACÇÕES NA MÚSICA – DO POPULAR AO ERUDITO”.

Regularmente, às sextas-feiras, pelas 19h15, no Auditório Padre António Vieira – Caldas da Saúde, professores, alunos com trabalho musical relevante e outros intérpretes convidados, comunicam através da música comentada, com o propósito de aproximar os alunos, os pais e os amigos à vida escolar e à cultura musical.

Os Recitais terão início a 16 de Abril e coube-me a mim e ao guitarrista Ricardo Gomes, a responsabilidade de iniciar este ciclo, com o sub-tema “O Tango em Buenos Aires: Flauta e Guitarra”.

Na sua origem, o tango está fortemente vinculado à cidade de Buenos Aires, onde surgiram as suas primeiras interpretações, realizadas pelo povo imigrante desta cidade, que com eles traziam géneros e ritmos musicais provenientes de outros países e continentes.

Em meados do século XX, o tango ganha expressão nas composições de Astor Piazzolla, que assume uma certa teorização do tango, criando uma forma mais académica, com novas sonoridades. E se por um lado isto desperta a desconfiança dos puristas e intérpretes de tempos anteriores, por outro lado, inspira compositores que, com Piazzola, contribuem para o desenvolvimento de um novo tango, que incorpora as sonoridades do jazz e da música clássica, num estilo mais experimental.

Entre os compositores influenciados por Piazzola, encontra-se Máximo Diego Pujol, ambos com uma forte ligação à cidade de Buenos Aires e ao tango, evidenciada na obra musical de ambos.

Relativamente às obras História do Tango e Suite Buenos Aires, pode-se dizer que tem em comum o facto de descreverem simultâneamente o Tango e a Cidade de Buenos Aires: a primeira, temporalmente e a segunda, no espaço.

PROGRAMA

História do Tango – Astor Piazzola (1921 -1992)

Bordel 1900 – Molto Giocoso

Café 1930 – Ad lib. (Romantica)

Night Club 1960 – Deciso

Concert d´aujourd´hui – Presto (molto rítmico)

Suite Buenos Aires – Máximo Diego Pujol (1957)

Palermo – Andante

San Telmo – Allegro Moderato

Flauta – MARCO PEREIRA

Guitarra – RICARDO GOMES

Comentador – NUNO JACINTO

No dia 04 Fevereiro, pelas 18h45, terá lugar nas Caldas da Saúde – Santo Tirso, um recital de flauta pela flautista Sarah Rumer (entrada livre). O recital integra-se no “XII Curso Internacional”, organizado pela ARTAVE e CCM.

Programa

  1. J.S. Bach Sonata in A-major BWV 1032
  2. Ian Clarke – Zoom Tube
  3. Taffanel – Fantasia sobre um tema de “Freyschutz”

mais informações – ver aqui

Sarah Rumer, nascida em 1978 em Zurique, é desde 2004 flauta principal da Orquestra de la Suisse Romande, em Genebra. Estudou com Felix Dorigo e Günter Rumpel na Escola de Música de Zurique e mais tarde, em Viena, com Dieter Flury. Frequentou Master classes com Peter-Lukas Graf, Aurele Nicolet, Michael Kofler, Gaby van Riet e Andras Adorjan e estudos vocais, enriquecendo sua formação.
Ganhou os principais concursos de música da Suíça e bolsas de estudo, seguido de prêmios em competições internacionais, em Odense (Carl Nielsen), Markneukirchen (2002) e Kobe (2005), onde lhe foi atribuído um prémio especial pela sua interpretação do Concerto de Mozart.
De 2000 a 2002 foi membro da Zurich Opera House Orchestra Academy, e em seguida foi contratada como flauta principal pela Orquestra Filarmónica de Graz (então liderado por Philippe Jordan) e pela Orquestra Filarmónica Mozarteum de Salzburgo. Também tocou na Orquestra da Ópera Estatal de Viena, na Orquestra Filarmónica de Viena, na Orquestra Sinfónica da Rádio de Frankfurt e na Orquestra do Tonhalle de Zurique.
Actuou como solista com a Orquestra Sinfónica de Odense, Tokyo Ensemble, Orquestra de Câmara do sudoeste alemão, Schweizer Chamber Orchestra, a Orquestra Sinfónica de Zurique, a Orquestra “Tibor Varga” e a Orquestra de la Suisse Romande.

A interpretação da Sonata para Flauta e Percussão de Bruce Craig Roter, foi para mim um acontecimento que registo não apenas pelo momento da performance, mas por toda a envolvência antes e depois da sua realização, que contém peculiariedades que quero partilhar!

Sinto-me sempre relutante na recusa de uma oportunidade de tocar, ainda que por vezes isso me leve a alguns atrevimentos e a “pisar o risco”, o que não supera, porém, a vontade de evoluir um pouquinho mais, com a aprendizagem proveniente dos erros e sucessos da experiência!

Assim, dei espaço à minha pretensão de há algum tempo, em me aproximar do repertório para flauta e percussão que, pela sua variedade e contraste, sempre me aliciou. É evidente que tal não seria possivel, se o percussionista Paulo Costa não aceitasse o desafio a que me reporto…

O momento onde a referida obra foi inserida, acontece num concerto comemorativo do dia de Santa Cecília, organizado pelo Conservatório de Música da Maia. Chegado o momento da escolha do repertório e, após alguma pesquisa, tomei conhecimento do web site do compositor Bruce Craig Roter e de várias das suas obras, entre as quais, a sonata para flauta e percussão.

Após análise da obra, entendemos que esta merecia todo o nosso empenho e, tendo pela frente pouco mais de um par de semanas para a apresentar, assumimos o risco e aproveitamos todos o tempo disponível para a sua preparação. Informamos o compositor da nossa intenção e, desde então, este manifestou um interesse constante, que muito nos motivou.

Num dos vários momentos em que o compositor nos prestou o seu apoio, o compositor deu-nos a conhecer, no dia de “Acção de Graças” do seu país, que considera a gravação que se segue,  a primeira performance europeia da sua Sonata para Flauta e Percussão.

Espero, em tom de agradecimento, que este post seja o mote para que surgem muitas outras interpretações da obra de Bruce Craig Roter…

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